Para 2026, eu estipulei uma meta para mim: continuar escrevendo newletter e escrever pelo menos 30 edições. Uma meta ousada para quem nunca fez isso antes? Talvez. Mas não é esse o ponto.
O ponto é que estamos quase no meio de fevereiro e eu ainda não escrevi nenhuma (até essa).
-👩🏼🎨 “Ah, mas está tranquilo, ainda estamos na semana 9 do ano, tem mais 43 semanas ainda”.
É, mas metas não funcionam bem assim, certo. Para uma meta dar certo, ela precisa ser consistente e não tentar fazer tudo correndo de uma vez nos 45 do 2º tempo.
-👮🏼♀️ “Então se você nem começou, você nem que tanto assim, se não já teria se programado.”
E a verdade é: eu me programei. Coloquei na agenda um lembrete toda semana, continuo escrevendo todos os dias, 2x por dia… mas não publico.
Acho que, como várias coisas na vida, acabei colocando uma carga um pouco grande demais na ideia de ter uma newsletter.
Existe uma parte de mim que pensa que toda semana preciso de um texto genial, relacionado ao "meu nicho", que traga reflexões e converse com os meus leitores. (Quantos? uns 3 que devo ter, se isso).
E, com esse pensamento, eu ia postergando mais e mais meu compromisso na agenda até chegar o dia que seria da publicação pelo simples fato de “a vida está muito corrida” + “e eu não tenho tempo de fazer algo bom o suficiente”. Pera. Mas bom o suficiente para quem? Sei lá.
Mas “depois eu faço com calma".
E esse depois nunca vinha.
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Até que ontem recebi uma newsletter na minha caixa de email com pouco texto. Uma leitura de no máximo 2 minutos. E foi só aí que o estalo veio.
Eu não escreve uma newsletter para exibir nada para ninguém. Eu não escrevo para um outro que eu nem sei quem é, eu escrevo (ou deveria escrever) para mim.
É um projeto que apareceu na minha vida para ser divertido. Não precisa ser um texto mega elaborado que termine com uma lição de moral ou uma grande reflexão. A verdade é que a maioria das pessoas já cansou disso.
Meu texto pode ser simplesmente o que ele quiser. Inclusive um email de 3 linhas. Os textos refletem nossos momentos de vida e, se a vida está mesmo uma correria, 3 linhas às vezes são a máxima revolução criativa que posso entregar.
E assim é a vida. Com momentos calmos, momentos tediosos, momentos mais criativos.
É a minha vida e por isso eu gosto tanto. Mesmo tendo autoengano, procrastinação e dificuldades em equilibrar pratinhos inventados por mim mesma.
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_toques do cotidiano
Comecei o ano com uma releitura de dos meus autores favorito e, como sempre, não fiquei decepcionada.
Meu noivo está me incentivando a aprender Ukulele e tem sido uma aventura estranha e descoordenada
Esse texto da Dindi Coelho sobre a relação do trabalho com a IA hoje em dia e como o artesanal vem ganhando ainda mais valor
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Por hoje é isso.
Até a próxima pausa.
Bianca
