Não sei se você já teve a oportunidade de visitar uma cidade desconhecida. O clima é diferente, os cheiros, as comidas e até a disposição dos itens no supermercado. É muito fácil se perder no meio de tanta informação nova.
Mesmo com um mapa na mão, a cidade continua parecendo enorme e labiríntica.
O curioso é que, mesmo errando caminhos e nos perdendo, não nos sentimos angustiados, afinal, estamos apenas explorando e conhecendo o local, todo lugar é uma nova oportunidade de aprender.
Mas quando falamos da nossa vida, qualquer pequeno deslize provoca justamente o oposto.
Não passou naquela prova? Você é burro.
Não conseguiu aquela vaga de emprego? Você é ruim na sua área.
Não conquistou a pessoa que você queria? Você é chato e não merece ser amado.
Mas, e se nossas vidas forem justamente como cidades que estamos conhecendo?
Cada caminho “errado” nos leva a explorar novos cantos, nos ensina a pensar novos meios de chegar no mesmo ponto ou até mesmo descobrir novas maravilhas pelo caminho que nem desconfiávamos que existiam.
Não é muito simples ver algo tão abstrato dessa forma. Eu sei.
Mas pense em tudo o que você já viveu até hoje. Todos os lugares que você já chegou e todas as pessoas que conheceu foram ações minuciosamente programadas? Ou muitas dessas situações foram “presentes da vida” que você não esperava?
No mínimo, você pensará algo como 50% planejado e 50% surpresa. Pois é. Muitas vezes é uma benção não ter um mapa para nos guiar.
Eu acho tão elegante aquelas pessoas que lembram todos os dias que nem todos os passos precisam ser planejados. Que deixam a vida simplesmente ser a vida sem pensar demais sobre isso.
Até a próxima pausa.
Bianca
